sábado, 8 de agosto de 2009


Desistência

Procurei no dicionário.
Não achei sentido
para o tempo que passou.

Lívio Oliveira in Telha crua

sábado, 25 de julho de 2009

Queridos amigos,

Gostaria de agradecer a todos vocês e,
especialmente, a nossa amiga Patrícia
Lara, uma blogueira muito bacana das
Minas Gerais, pela escolha do Flores
do Seridó
como Blog de Ouro.

Recomendo a vocês a visita ao blog
da Patrícia.
www.gramaticamando.blogspot.com


Agora, vamos às regrinhas:

1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;
2. Poste o link do blog de quem te indicou;
3. Indique 4 blogs de sua preferência;
4. Avise seus indicados;
5. Publique as regras;
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.

Os meus indicados são:

www.balaiovermelho.blogspot.com
www.mariacabocla.blogspot.com
www.mulhernajanela.blogspot.com
www.jeannearaujo.blogspot.com

Beijos de pétalas poéticas!

segunda-feira, 13 de julho de 2009


pedra do caju II


sob o sol
um caju de manhã
aplaca a fome

fim de tarde
e a sombra constrói
a cara de um homem.

Theo Alves

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Canto do Galo

Meu Vô falou
o galo quando canta
é hora marcada
é hora, é hora, é hora...
O galo canta
o galo canta e dorme
outra vez canta o galo
o galo canta no poleiro...

Meia noite!
O galo bate as asas
o galo empina o bico
o galo canta
canta como clarim
cheio de graça canta o galo
canta pra anunciar
Jesus nasceu!

Cantar fora de hora
é mau agouro
é moça roubada.
Ao nascer da barra
o galo canta
duas vezes canta o galo
é canto de alegria!
O galo canta no terreiro...

Maria José Mamede

quinta-feira, 18 de junho de 2009


POEMA FINAL

o homem só,
velho e cansado,
olha para a frente
e nada vê.
olha para os lados
e nada vê.
olha para o fim do mundo

e nada vê.
entre
o espanto dos suicidas
e
o silêncio dos desamados,

o homem cansado,
velho e só,
olha para o poema
e nada vê.

será
que os sinos
dobrarão por ele?

Moacy Cirne

sábado, 30 de maio de 2009



Lista de espera

Não há poema
na lista de espera.
Se muito houver,
uma rouca palavra,
mas nada que possa
tornar-se sol de manhã.
Nada que venha
romper as amarras
do negro da palavra,
nada de grávido,
de fértil, de fecundo.

Maria Maria

domingo, 24 de maio de 2009


A mirra,

para perfumar o espírito,

(enquanto trabalho).

Lisbeth Lima