sábado, 30 de maio de 2009



Lista de espera

Não há poema
na lista de espera.
Se muito houver,
uma rouca palavra,
mas nada que possa
tornar-se sol de manhã.
Nada que venha
romper as amarras
do negro da palavra,
nada de grávido,
de fértil, de fecundo.

Maria Maria

2 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Muitas vezes sentimo-nos vazios; mais um motivo para escrever: preencher esse vazio. É melhor ainda: o que vem é lucro.
Beijo.

Guru Martins disse...

...mas nem
por isso
deixa de
ser poesia
quando vindo
de voce...

bj