sábado, 31 de julho de 2010

'III

quando a enxada chambocava a terra,

mané de barro coloria as espigas

sementeadas ainda nos grãos de milho…

e descansava como um balaio de despensa,

cheio de aguardos e cores novas.'


Wescley J. Gama - Currais Novos, RN

sábado, 29 de maio de 2010

TORPEDOPOEMA (I)


Francisco Alves da Costa Sobrinho


De te saber
Alegro-me imenso.
E te percorro
Por extenso.

sexta-feira, 21 de maio de 2010


Para Chico

Um homem feito menino
é raro de se achar,
pérola branca
de brilho negro.

Maria Maria

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CABOCLA SERIDÓ POESIA


Francisco Alves da Costa Sobrinho


Quanto de ti é só poesia
Queijos, filhós e mel
De Seridós quanto terás
Neste Acari Currais caicoense
Que teu olhar acaricia?

Ai de mim, ai de nós, sorriso de Maria...
Quanto de mim ficou perdido
Entre ervas, desejos e licores
Nessa busca sem fim de teus amores
Nos longos tempos em que não te via!

domingo, 2 de maio de 2010


Formiga

Se uma formiga eu fosse
-talvez seja –
mergulharia na primeira poça
orvalhada pela flor do cardeiro
nesse meu singular chão
do Seridó.

Maria Maria

sábado, 24 de abril de 2010


CIRCO



Hoje Hoje

grande

estréia

do grande

Circo

Tom Mix



Adiado o

espetáculo...



O palhaço

fugiu...



Aviso ao

público...

José Bezerra Currais-novense Gomes

quinta-feira, 18 de março de 2010

Eis um dos poemas feito para o Dia da Poesia.

Nesta casa pequena, quente
falta-lhe espaço - caminhos de vento e sol.
A outra casa
varrida pelo vento
banhada pela chuva e sol
ecoa choros cantares, sonhos:
hoje é uma casa qualquer
numa rua qualquer
- sem choro, sem canto e encanto.


Maria José Mamede Galvão