sexta-feira, 21 de maio de 2010


Para Chico

Um homem feito menino
é raro de se achar,
pérola branca
de brilho negro.

Maria Maria

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CABOCLA SERIDÓ POESIA


Francisco Alves da Costa Sobrinho


Quanto de ti é só poesia
Queijos, filhós e mel
De Seridós quanto terás
Neste Acari Currais caicoense
Que teu olhar acaricia?

Ai de mim, ai de nós, sorriso de Maria...
Quanto de mim ficou perdido
Entre ervas, desejos e licores
Nessa busca sem fim de teus amores
Nos longos tempos em que não te via!

domingo, 2 de maio de 2010


Formiga

Se uma formiga eu fosse
-talvez seja –
mergulharia na primeira poça
orvalhada pela flor do cardeiro
nesse meu singular chão
do Seridó.

Maria Maria

sábado, 24 de abril de 2010


CIRCO



Hoje Hoje

grande

estréia

do grande

Circo

Tom Mix



Adiado o

espetáculo...



O palhaço

fugiu...



Aviso ao

público...

José Bezerra Currais-novense Gomes

quinta-feira, 18 de março de 2010

Eis um dos poemas feito para o Dia da Poesia.

Nesta casa pequena, quente
falta-lhe espaço - caminhos de vento e sol.
A outra casa
varrida pelo vento
banhada pela chuva e sol
ecoa choros cantares, sonhos:
hoje é uma casa qualquer
numa rua qualquer
- sem choro, sem canto e encanto.


Maria José Mamede Galvão

quinta-feira, 4 de março de 2010

Geração de Pedra

Currais Novos é pedra
em vez de ser água.
Nem tanto pela sina cármica
Da compensação
e da variante trágica,
mas pela imutável “Lei”do estio,
que aqui sempre se cumpre.


Aqui, soletram-se pedras
no idioma voraz de todas as pedras.
E não discute-se a rigidez dos atos,
apenas a flexibilidade dos termos.
Recitam-se “as” pedras
em poemas geodésicos,
inspirados em todas as suas esquinas angulares;
e não se faz pela poesia concreta,
mas sim pelo verso obtuso de sua história-processo.


Somos pedra
Sem sermos Pedro,
e sobre essa pedra não edificaremos igreja alguma,
nem castelos nem sonhos.
Contudo, lapidaremos cada vez mais novas “pedras”
na ânsia pela perpetuação da espécie
e pela preservação dos nossos veios sólidos.
Resiste sim, uma pedra na gente,
diferente pedra do artifício pensante.
E pedras que chegam e que partem;
Pedras que até se encontram no veio das rimas e dos versos,
e que, no fim, se ajuntam coesas
na aluvião indelével do tempo.

Volney Liberato- Currais Novos, RN

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Queridos amigos, vou clarear essas Flores.
Eis o grande poeta Moacy Cirne.

À LUTA, À LUTA
(1980)
Moacy Cirne
[ Republicado in Balaio, n° 158, em 23/05/1989 ]

à luta, à luta,
companheiro,
que a hora é de lutar e sonhar,
de sonhar e lutar.

à luta, à luta,
doce amiga,
que a hora é de lutar e amar,
de amar e lutar.

à luta, à luta,
trabalhador,
que a hora é de lutar e avançar,
de avançar e lutar.

à luta, à luta,
caro poeta,
que a hora é de
que a hora é de
que a hora é de construir
e trans/formar.